Como alcançar as promessas de Deus

“Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim; e por ele o Amém, para glória de Deus, por nós” (2 Co 1.20).

CONHECENDO O AUTOR DAS PROMESSAS

As promessas não são frutos da vontade humana. Os filhos de Israel, durante a travessia do deserto, endureceram o coração contra Deus, sofrendo duras conseqüências. Dos que deixaram o Egito, apenas Josué e Calebe entraram na Terra Prometida (Dt 1.35-38). Os 400 anos de escravidão no Egito, talvez tenha feito com que os israelitas perdessem a noção bíblica do Deus único e invisível, Criador do universo. No Sinai, ao perceberem a demora de Moisés no cume do monte, construíram um bezerro de ouro semelhante aos deuses egípcios para adorá-lo (Êx 32.1-6). Os israelitas apegaram-se tanto à idolatria pagã que pareciam não conhecer o verdadeiro Deus, não compreender a sua natureza e nem ter alcançado o significado de suas promessas. O primeiro passo para alcançar as promessas de Deus é conhecê-Lo, entender o seu caráter e compreender que Ele é o autor das promessas (At 13.32; Tt 1.1,2; Hb 10.23).

As promessas conduzem ao propósito de Deus. Quando conhecemos verdadeiramente a Deus, descobrimos que suas promessas conduzem à realização do seu propósito. Deus falou a Abraão que sua descendência ficaria escrava por 400 anos em terra estranha, onde se encheria de bens, para só então tomar posse da terra, Gn 15.13-16. Esse seria um tempo em que o povo de Israel estaria sendo preparado para, no tempo de Deus, assumir-se como nação perante os povos. Deus tinha propósitos em suas promessas para com a descendência de Abraão e as cumpriu quando libertou Israel do Egito (Lv 11.45; 23.42-44; Dt 9.25,26).

Apossar-se das promessas de Deus significa ter a certeza de que tudo quanto nos prometeu, em sua Palavra, há de realizar desde que permaneçamos fiéis ao seu chamado (Tg 1.2; Fp 1.6).

COMPREENDENDO A NATUREZA DAS PROMESSAS

As promessas mostram a fidelidade de Deus. As promessas de Deus em nossa vida são testemunhos inegáveis da fidelidade de Deus. Israel, no deserto, foi um povo de dura cerviz, rebelde e obstinado em seus atos contra o Todo-Poderoso (Nm 3.4). Os desobedientes tombaram no meio do caminho; não entraram no repouso (v.7), mas Deus manteve-se fiel ao que prometera ao obediente Abraão (v.17) e Israel continuou a existir como nação.

A fidelidade é parte intrínseca da natureza das promessas de Deus. Elas jamais falham. Tenhamos absoluta certeza de que o Senhor jamais se esquecerá de nós e cumprirá tudo aquilo que prometeu.

As promessas trazem descanso ao crente. A posse das promessas de Deus resultará em descanso para os que crêem. A entrada no repouso eterno indica a posse da vida eterna, e sugere também o descanso ainda nesta vida. A travessia de Israel pelo deserto teria sido mais curta se a incredulidade não predominasse no meio do povo. Todos enfrentam desertos, uns mais demorados, outros mais curtos, todavia nossa presença ali será menos ou mais prolongada, na medida em que soubermos fixar os olhos firmemente nas promessas de Deus e descansar nos braços daquEle que as prometeu (At 3.19; Hb 4.1-11).

RETENDO A CONFIANÇA NAS PROMESSAS

Afastando a dureza de coração. Precisamos reter a confiança no que Deus prometeu. A dureza de coração fez os israelitas rebeldes tombarem no deserto (vv.8-10). Dureza de coração significa coração obstinado, resistente, arrogante e soberbo, que não se dobra diante da verdade (Mc 3.5; Hb 3.13). A dureza de coração é a porta de entrada para outros pecados e a perda das promessas de Deus. Cumpre-nos pedir ao Espírito Santo que quebrante os nossos corações para que a nossa fé permaneça firme e possamos entrar no descanso de Deus (Sl 34.18; 51.17).

Não dando lugar à desobediência. A dureza de coração leva à desobediência. O texto fala que os filhos de Israel provocaram a Deus (v.16). Provocar significar insultar, irritar, desafiar ou impor-se com atitude rebelde. A rebelião é como o pecado de feitiçaria, diz a Bíblia (1 Sm 15.23). Cometer esse pecado é trilhar o caminho do Inimigo e acabar distante de Deus (Jd v.11). O Senhor jurou que os desobedientes não entrariam no seu repouso (v.18). Não podemos dar lugar à desobediência sob pena de não retermos a confiança nas promessas de Deus.

Repreendendo a incredulidade. A incredulidade foi outro obstáculo à entrada dos filhos rebeldes de Israel na Terra Prometida (v.19). Não há como seguir adiante, se não cremos. Não é possível alcançar as promessas de Deus, se a incredulidade predomina em nossa vida (Hb 11.1,6). Não poderemos vislumbrar nenhum tesouro espiritual, se a fé não estiver ativa em nossos corações. Devemos afastar toda incredulidade pelo poder do Espírito Santo, para que experimentemos, aqui e agora, as ricas e preciosas promessas de Deus.

Deus é fiel e “vela pela sua palavra para que se cumpra” (Jr 1.12). Suas promessas são inúmeras e estão registradas nas Escrituras. A maior de todas é a da vida eterna e da volta de seu Filho nas nuvens para arrebatar a sua Igreja. Nada se compara ao fato de que um dia iremos passar a eternidade ao lado do Cordeiro de Deus. Sejamos pois firmes nas promessas do Altíssimo!

Revista Lições Bíblicas CPAD, 4º Trimestre de 2007, Título: As promessas de Deus para a sua vida
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